Crítica de cinema: Rainhas dos crime

Baseado na série de HQs da Vertigo, o filme acompanha três mulheres que assumem o comando da máfia após seus maridos serem presos. Apesar do tema incrível e personagens poderosas, o filme é morno e é constante a falta de peso.

Ambientado no bairro de Hell'sKitchen, Nova York em 1978, elas logo percebem que podem assumir o comando da máfia irlandesa, provando que são capazes de tudo. O filme é movido pela ideia de mulheres saindo de vidas comuns e se tornando criminosas e trata essa ideia como se fosse algo muito fora da caixa.

O cenário é perfeito e isso é muito importante num longa desses. A trilha sonora é marcante, porém falta sentir que os personagens são pessoas reais, fator determinante para o longa-metragem não decolar realmente. É um desperdício ver um roteiro tão bom e um elenco desse calibre não ser aproveitado ao máximo.

O longa é interessante e inteligente o suficiente para valorizar o poder feminino, sem relacioná-lo apenas ao crime, mas raramente sentimos os sacrifícios feitos por essas mulheres por embarcarem em sua nova vida. Um pouco mais de peso e aprofundamento criaria uma intensa história de crime e punição. Os ingredientes principais estão lá, só falta o ingrediente final, que faria tudo funcionar perfeitamente.

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