Crítica da Semana: Bacurau

Drama brasileiro com Cléber Mendonça Filho - Foto: Divulgação

Kleber Mendonça Filho, ao lado de Juliano Dornelles, cria um perturbador conto sobre violência, opressão e esquecimento. É um grito de desafio contra a atual situação do Brasil.

O vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019 completa sua crítica ao atual presidente nos créditos finais, quando aponta que a produção criou 800 empregos.

Na trama, Bacurau é um pequeno povoado do sertão, que dá adeus à Dona Carmelita, mulher forte e querida, falecida aos 94 anos. Dias depois, os moradores percebem que a comunidade não consta mais nos mapas e as coisas começam a ficar estranhas e violentas.

Mistura de drama, faroeste e ficção científica, o longa mostra um vilarejo do interior pernambucano, esquecido pelos seus governantes, mas ameaçado por forças externas, ambientado num Brasil ainda mais desigual e desumano em um futuro próximo e opressor. É um futuro sombrio, mas também traz história muito atual. Até por isso é capaz de levantar questões importantes ao país nesse momento de insegurança.

É também uma crítica sobre o fato do Brasil não enxergar seus oprimidos, não enxergar dificuldades e não querer abrir mão da situação de colônia diante do imperialismo.

Bacurau é um longa de ação capaz de nos remeter a filmes de faroeste do Clint Eastwood. É um filme provocador, estranho, incômodo, porém prende a atenção do começo ao fim.

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