Quem passa pela região do bairro de Quitaúna, já observou uma imponente construção dentro do Quartel do 4º Regimento do Exército Brasileiro. Poucos sabem, mas neste espaço, há mais de quatrocentos anos, morava um bandeirante – que dá seu nome a uma rua, rodovia e escola na cidade – e sua família: Antônio Raposo Tavares.
Raposo Tavares nasceu na cidade de Beja no ano de 1598, em Portugal. Chegou ao Brasil em 1618, aos 20 anos, na companhia do pai, Fernão Vieira Tavares, governador da capitania de São Vicente.
O sertanista ficou conhecido por expandir as fronteiras brasileiras frente aos domínios espanhóis. Tavares chegou a Osasco por volta de 1660, se instalando em um sítio onde hoje fica os quilômetros 18 e 21 da cidade. Desde ponto, ele iniciou suas expedições para o interior no país, mudando a história nacional.
De acordo com uma matéria publicada no site da ‘Câmara de Vereadores de Osasco’, nas três décadas em que esteve fora, Tavares aprisionou diversos índios – que vendia como escravos na região Nordeste –, na busca de ouro e prata, fundou diversas cidades no Centro-Oeste e redefiniu as linhas do Tratado de Tordesilhas, expandindo as fronteiras brasileiras. Além disso, esteve tanto no atual Mato Grosso, como no Pará e fez incursões até a Bolívia e o Perú.
O bandeirante faleceu em sua fazenda em Quitaúna em 1659, aos 61 anos. Na década de 1920, o presidente Epitácio Pessoa (1865-1942) transformou o espaço no quartel do 4º Regimento de Infantaria (RI), que leva o nome de Raposo Tavares. Segundo Memorial da Resistência de São Paulo, com o golpe cívico-militar de 1964, o Quartel de Quitaúna um local de controle, prisão e tortura.
Além disso, uma célula da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) passou a atuar secretamente em na unidade militar. Entre seus membros estava Carlos Lamarca que, em 1969, desertou, deixando o quartel com armas e munições para a guerrilha.







