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Cresce o número de casos de varíola dos macacos na região. Osasco lidera com 68 infectados

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São Paulo, com 4.093 casos confirmados, é o estado com maior número de infectados pela doença (Divulgação/Freepik)

Levantamento feito pelo GIRO revela que há 35 pacientes infectados em Carapicuíba, seguida por Barueri (34), Itapevi (25), Cotia (19), Jandira (7), Cajamar (4), Santana de Parnaíba (4) e São Roque (3)

O número de pessoas infectadas pela varíola dos macacos cresceu em todo o estado de SP nas últimas semanas. Segundo dados do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (Cievs-SP), atualmente, o estado soma 4.093 casos confirmados do vírus monkeypox. São 192 casos a mais, em comparação ao último levantamento feito pela reportagem do GIRO no dia 17 de outubro, quando constavam 3.901 infectados.

Das 12 cidades da Região Oeste da Grande SP que fazem parte da cobertura do GIRO, algumas delas também acompanham a tendência de crescimento de casos da varíola. Nas últimas semanas, as unidades de saúde somaram 5 casos a mais, totalizando 199 infectados.

Osasco é a cidade com mais casos (68), seguida por Carapicuíba (35), Barueri (34), Itapevi (25), Cotia (19), Jandira (7), Cajamar (4), Santana de Parnaíba (4), São Roque (3). Somente Araçariguama, Pirapora do Bom Jesus e Vargem Grande Paulista não registraram casos da doença.

Brasil lidera ranking mundial de óbitos por Monkeypox
O Brasil atingiu na quinta-feira (3), 11 óbitos por varíola dos macacos, e se estabeleceu como o país com mais mortes pela doença, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. As duas últimas mortes ocorreram no estado do Rio de Janeiro e os pacientes eram homens. Depois do Brasil, a Nigéria é o país com mais mortes por Monkeypox, totalizando sete vítimas. Na sequência, estão os Estados Unidos, com seis óbitos. Até o momento, o mundo contabiliza 78,2 mil casos.

Vacinação no Brasil
No início de outubro, o Ministério da Saúde recebeu a primeira remessa, com 9,8 mil unidades, de vacinas contra a Monkeypox. O Brasil comprou aproximadamente 50 mil imunizantes via fundo rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a fim de utilizá-los em estudos para avaliar a efetividade do imunizante na população exposta à doença. A pasta informou que os próximos lotes devem ser entregues até o fim de 2022. 

Em um primeiro momento, apenas profissionais de saúde que manipulam as amostras recolhidas de pacientes e pessoas que tiveram contato direto com doentes serão vacinados. Isso porque não existe por parte da Organização Mundial da Saúde recomendação para vacinação em massa para a varíola dos macacos.

Prevenção
A maneira mais segura de se prevenir contra a doença é evitar o contato íntimo com pessoas contaminadas, higienizar as mãos com água e sabão e usar álcool em gel, não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais e usar máscara em locais de grande aglomeração. 

O principal sintoma da doença é o início súbito de lesão em mucosas ou erupção cutânea, em qualquer parte do corpo, incluindo genitais. Os demais são caroço no pescoço, axila e virilha, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza. Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem ser isoladas e o período de incubação é tipicamente de três a 16 dias, mas pode chegar a 21.

Qualquer pessoa com os sintomas apresentados deve entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica Municipal, pelo telefone (11) 3066-8741, ou procurar a unidade hospitalar ou unidade de saúde mais próxima para avaliação médica.

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