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Confira as dicas de prevenção para evitar o afogamento de crianças em piscinas

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, 59% das mortes ocorrem na faixa etária de um a nove anos. Os ralos são um dos vilões
O  ideal e utilziar coletes, com um adulto sempre supervisionando (Divulgação/Freepik)

Com a aproximação do Carnaval 2022, milhares de famílias irão viajar para o litoral ou mesmo curtir a piscina de casa, do condomínio ou do clube. Mas, o lazer refrescante em piscinas também deve ser um momento de cuidado e de prevenção de acidentes, principalmente quando falamos de crianças.

Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), um brasileiro morre afogado a cada 90 minutos. Na faixa etária de um a nove anos, 59% dessas mortes ocorrem em piscinas. E a maioria das crianças de quatro a 12 anos que sabem nadar acabam se afogando pela sucção da bomba da piscina.

“A bandeira da prevenção em ambientes aquáticos sempre é levantada nos congressos. A mudança dos ralos de sucção para ralos anti sucção já é abordada faz tempo”, conta Kamilla Santos, professora de natação. Kamilla afirma que vem crescendo as aulas específicas de segurança em ambientes aquáticos de academias, clubes e condomínios.

Em dezembro, no interior do Piauí, PI, uma história viralizou nas redes sociais. Maria Rita, de 13 anos, ficou cerca de dois minutos submersa após ter os cabelos sugados pelo ralo, enquanto brincava com as amigas em uma piscina na cidade de Água Branca. Ela ficou com a cabeça presa debaixo da água e chegou a ficar desacordada. Para resgatá-la, o pai de uma das amigas precisou cortar o cabelo de Maria Rita, que foi retirada da piscina e reanimada no local. Ela foi encaminhada ao hospital, onde fez exames e logo foi liberada.

Confira as dicas da professora de natação:

1 – Algumas piscinas não possuem grades ou tela de cobertura. Uma criança pode escorregar, cair na piscina e se afogar. A supervisão de um adulto é essencial.

2 – As meninas devem evitar nadar com o cabelo solto. Ao brincarem de sereia, é natural que elas mergulhem fundo e cheguem próximo aos ralos.

3 – É muito importante que as piscinas tenham a marcação de profundidade e o usuário se atente a ela.

4 – Em clubes, pergunte sempre ao guarda-vidas qual o melhor lugar para saltar na piscina.

5 – Crianças menores devem usar coletes apropriados, mais adequados do que boias de braços e de cintura.