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Cidades podem passar por um novo surto de dengue este ano

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Prevenção. População deve se empenhar em destruir criadores – Foto: Divulgação/PMO

O último surto de dengue no país ocorreu em 2015. O próximo está previsto para 2019. “Segundo o comportamento da doença, eles acontecem a cada três anos, em média. Esperava-se um surto da doença no ano passado, mas não ocorreu. O vetor, o Aedes aegypti, e o clima, influenciam nesse comportamento”, afirma Dr. Fernando Gatti de Menezes, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

Existem quatro tipos de sorotipos do vírus da dengue: 1, 2, 3 e 4. Todos com mesmos sintomas e tratamento. “Não é possível diferenciá-los. Apenas, destacar qual circula mais. Desde 2018, 40% são do tipo 2 no Estado de São Paulo”, explica Menezes. Para identificar o tipo do vírus circulante é necessário exame específico (PCR ou Genotipagem do vírus) no Instituto Adolfo Lutz. Ele é indicado em casos graves de dengue ou quando há mudança no padrão do comportamento da doença.

Em janeiro de 2019, de 15 casos suspeitos, um foi confirmado e 9 estão sob investigação em Osasco. No mesmo período de 2018, foram 46 notificações, descartadas. Como registrou apenas um caso positivo esse ano, não foi realizado PCR. Em Cotia, em janeiro deste ano dois casos de dengue foram confirmados. Em Santana de Parnaíba, foram 5 casos notificados em janeiro de 2019, sendo 1 confirmado. Em 2018, 15 notificados, mas nenhum confirmado. A cidade não tem informação de casos do tipo 2. Barueri não registrou casos de dengue no começo de 2019.

Os domicílios registram 80% dos casos. “A população deve se empenhar na destruição de criadores”, ressalta ele.

Ações contínuas durante todo ano também são defendidas por Menezes. A vacina possui 80% de eficácia. “O ideal é mais que 95%. O Instituto Butantan trabalha para isso”, finaliza o infectologista.

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