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Polícia faz Operação contra lavagem de dinheiro em Osasco e Jandira

Policiais de SP estão colaborando com a Operação - Foto: PC-SP

​A Polícia Civil do Rio de Janeiro com apoio da Polícia de São Paulo realiza, desde às 06h, desta segunda-feira, 15, a a "Operação Pégaso" em Osasco e Jandira. O objetivo é cumprir oito mandados de prisão e quatorze de busca e apreensão como resultado das investigações desenvolvidas pela 78ª DP (Fonseca/RJ) que desvendou a atuação de Organização Criminosa responsável por um grande esquema interestadual de lavagem de dinheiro, oriundo de recursos desviados da saúde pública de pelo menos quatro cidades do interior do estado de São Paulo, e que foram investidos na compra da operadora de Planos de Saúde Medical Rio, empresa com abrangência nacional sediada na cidade de Niterói/RJ. 

A ação policial, desencadeada na cidade de Niterói, no estado de Rio de Janeiro, e nas cidades paulistas de São José dos Campos, Mairiporã, Jandira, Jundiaí, Osasco e na Capital paulista, conta com o apoio de mais de sessenta agentes das Delegacias do Fonseca (78ª DP), Resende (89ª DP), Niterói (76ª DP), Icaraí (77ª DP), Jurujuba (79ª DP), Itaipu (81ª DP), e de Policiais Civis paulistas do DECADE (Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas) e da Seccional de São José dos Campos.

Na primeira fase da Operação Pégaso, em 03/04, uma ação conjunta entre policiais civis da 78ª DP (Fonseca) e da seccional de São José dos Campos prendeu o Patologista Clínico Luiz Teixeira da Silva Jr, 39, e a sua esposa Liliane Bernardo Rios da Silva, 37. O casal estava hospedado em um luxuoso hotel da cidade de São José dos Campos, no interior paulista. Ambos eram procurados pela Polícia Federal acusados de desvios de mais de 20 milhões de reais da saúde pública dos municípios de Cajamar, São Roque, Barueri e Campo Limpo. 

De acordo com as investigações da delegacia do Fonseca, Luiz e Liliane utilizaram a FENAESC (Federação Nacional das Entidades Sociais e Comunitárias), uma Organização Social que administrava diversos hospitais no interior paulista, onde o casal ocupava cargos de direção, para desviar a quantia milionária que foi investida na compra da Operadora de Planos de Saúde em Niterói. Os agentes descobriram que para ocultar a real titularidade da transação financeira o casal utilizou a empregada doméstica e o motorista da família como laranjas.

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