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Osasco cobra o valor mais alto por carros apreendidos

Foto: Edivaldo Santana/GIRO S/A

Os motoristas que tiverem seus veículos apreendidos por falta de pagamento de algum tributo ou infração de trânsito em Osasco pagam uma dos maiores valores da região e até mesmo da Grande São Paulo. Cotia cobra um dos menores valores. Empresas são alvo de CPI e investigações do MPSP.

Os serviços são concessão onerosa da exploração da remoção e guarda de veículo apreendido e possuem grande diferença de preços. Em Osasco, o guincho custa R$ 456,79, Carapicuíba R$ 409,13, Santana de Parnaíba, R$ 350 e Cotia, R$ 285,17. Nas rodovias, o custo varia, pois é cobrado um fixo de R$ 175,19 e R$ 5,91 por quilômetro rodado até o pátio. Barueri terceiriza o serviço para Carapicuíba, e Itapevi, por conta de irregularidades, está com o pátio fechado e em licitação. As estadias variam entre R$ 50 a R$ 70,91.

O veículo só é liberado após pagamentos de dívidas e mediante apresentação de ofício do Detran-SP, que leva 24 horas. Essa burocracia beneficia as concessionárias, que lucram mais diárias principalmente às sextas-feiras.

"O valor do guincho é muito alto e a liberação do ofício para retirar o carro é demorada. A sensação que tenho é que somos tratados como se tivéssemos cometido um crime horroroso. Não estávamos numa cadeia e sim num pátio em Osasco", desabafa Rosangela Sousa sobre o atendimento. Um idoso de 62 anos foi desrespeitado após questionar a demora e aguardou mais de duas horas para ter seu veículo liberado.

"Informamos que finais de semana não entram para a contagem de dias úteis", informa o Detran-SP em nota. A prefeitura de Osasco não retornou.