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Mancha de poluição no Rio Tietê recua, mas situação ainda é crítica

Mancha de poluição no Rio Tietê recua, mas situação ainda é crítica
Barueri } Na região, rio corta a cidade, além de Osasco e Parnaíba
Na quinta-feira (22), quando foi comemorado o Dia do Rio Tietê, que corta as cidades da região, um relatório da Fundação SOS Mata Atlântica revelou que entre agosto de 2015 e julho deste ano, o trecho considerado "morto" do rio teve uma diminuição de 11,5% e recuou para 137 quilômetros.
A mancha anaeróbica, na qual o índice de qualidade da água varia entre ruim e péssimo, foi reduzida em 17,7 quilômetros e está atualmente localizada​ entre Itaquaquecetuba e Cabreúva. Mesmo assim, há pouco a se comemorar.
Nos municípios de Barueri, Osasco e Santana de Parnaíba, segundo análise de março deste ano, feita pela SOS Mata atlântica, a​ qualidade da água do Tietê é péssima. Em 2014, antes do período de estiagem no estado, a mancha de poluição ocupava somente 71 quilômetros, entre Guarulhos e Pirapora do Bom Jesus. Em 2015, a mancha​ saltou 54%, chegando a 154,7 quilômetros.
Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação, explicou que as chuvas contribuíram para a melhora. "As chuvas do último período contribuíram para uma leve diminuição da mancha anaeróbica no rio Tietê, mas retornar ao nível pré-crise será impossível sem uma ação integrada do estado".
Para Malu, para reverter o quadro, serão necessárias medidas mais abrangentes. "Como a mudança na lei, que hoje permite que rios sejam usados apenas para diluir esgoto", concluiu.