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Gestores apostam em “guarda ostensiva” para conter crimes

Gestores apostam em “guarda ostensiva” para conter crimes
Ronda Ostensiva Municipal conta com 49 guardas e 13 viaturas

Para tentar reduzir a criminalidade, os prefeitos da região têm investido nas guardas municipais, criando, inclusive, grupos ostensivos dentro da corporação. Em Barueri, a recém- implantada Ronda Ostensiva Municipal (Romu), composta por 49 guardas e 13 viaturas, passou a atuar nos locais com maior incidência criminal, segundo a administração. "A Romu age em ocorrências de grande vulto, apoiando as demais viaturas", informou. O efetivo total da corporação é de 554 integrantes. Ainda não há previsão de operação, mas a gestão também constituiu o Grupo Tático de Motos (GTM).


Cotia também conta com Romu, desde 2011. São 23 profissionais que possuem mais armamento e estão preparados para confrontos intensos, disse em nota a prefeitura.


Em Santana de Parnaíba, há o Departamento de Ações Estratégicas e Táticas, que realiza ações de maior complexidade, além de fazer o policiamento e a segurança dos grandes eventos no município. A Guarda parnaibana possui 458 agentes, sendo 48 do destacamento mencionado.


No município de Osasco, um dos maiores da Grande São Paulo, existe o Núcleo de Operações Especiais (NOE), que realiza rondas ostensivas e tem como função principal agir nos momentos mais críticos. A gestão não informou quantos guardas há na corporação.


O ESPECIALISTA

"É preciso respeitar a legislação"

Para o especialista em segurança pública e negociação, Diógenes Lucca, é fundamental que as forças de segurança atuem de forma integrada para cobrir as necessidades da sociedade e coibir crimes. " É fantástico que as guardas façam parte da estrutura de segurança, mas cada organização tem que respeitar sua legislação. O patrulhamento ostensivo para prevenção primária de crimes é fundamental. Quanto à questão de imitar a Polícia Militar, por exemplo, andando com viaturas apagadas, boina, isso é um desserviço. A Guarda deve ser ostensiva para que a população perceba, para gerar sensação de segurança; mas não pode cometer deslize", avaliou.