Conferência reúne especialistas de 20 países em discussão sobre o futuro do trabalho de impacto social

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A co-fundadora do Instituto Amani, Ilaina Rabbat (Argentina) durante encontro com estudantes da instituição (Foto: Instituto Amani)

A cidade de São Paulo sedia nesta terça-feira (5) um encontro que traz em sua agenda uma discussão sobre o futuro do trabalho de impacto social. Coordenada pelo Instituto Amani, organização com escritórios e centros de ensino em Nairóbi (Quênia), São Paulo (Brasil), e Bangalore (Índia), a conferência global (com inscrições já esgotadas) reúne especialistas de vários setores e convidados de mais de 20 países, no Red Bull Station.


O termo trabalho de impacto social ainda não é popular, mas faz parte de um universo abrangente que reúne diferentes agentes que buscam, de alguma forma, transformar o mundo por meio de ações sociais. Organizações não governamentais, associações, voluntários e empresas fazem parte deste ambiente mas até que ponto a multiplicação efetiva e assertiva de novas pessoas alcança o seu real objetivo?

Júlia Melo, gerente nacional do Instituto Amani no Brasil, falou ao Giro S/A Digital sobre os desafios que a sociedade civil, governos e empresas ainda enfrentam para ter o real entendimento acerca do trabalho de impacto social, sua importância e diferença do chamado assistencialismo. "Ações positivas acontecem em várias esferas, por exemplo, atividades assistencialistas, missões humanitárias, ONGs, responsabilidades sociais corporativas, trabalho voluntário", afirma. 



Para ela, entender a lógica do que representa o trabalho de impacto social pode ser decisivo para o maior esclarecimento das principais questões sociais e ambientais atuais e que podem surgir nos próximos anos.

Ouça na íntegra no canal de podcast do Giro S/A Digital o que diz Júlia Melo sobre o futuro e os desafios do trabalho de impacto social.

Em seu material oficial de divulgação, o Instituto Amani aponta que as mudanças rápidas que ocorreram nos últimos anos na tecnologia, demografia, migração, mudanças climáticas e economia não afetam apenas a maneira de viver e trabalhar, mas também a forma de criar mudanças positivas em todos os setores.

Entre os especialistas que participarão da conferência global estão Lisiane Lemos, fundadora do BAM (Negros na Microsoft). Ela foi reconhecida pela revista Forbes como uma das brasileiras com menos de 30 anos que fez a diferença em 2017. Claudia Valladares, co-fundadora e diretora do Impact Hub Caracas, Sallyan Della Casa, fundadora da GLEAC, que promove uma tecnologia inovadora para desenvolver e medir as principais habilidades sociais para o futuro e Miguel da Hora, Global Shaper (participante da rede juvenil do Fórum Econômico Mundial), também compartilharão suas visões sobre o futuro do impacto social durante a conferência.