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Cazuza Exagerado: mostra celebra a vida e a música do artista em SP

Segundo os organizadores, a proposta é oferecer ao público uma experiência imersiva que percorre diferentes fases da trajetória de Cazuza; saiba mais
O evento traz um foco especial na década de 1980 (Divulgação/Cazuza Exagerado)

Já está disponível para visitação a exposição “Cazuza Exagerado” em São Paulo. Considerada uma das maiores mostras sobre a vida e a obra de Cazuza (1958-1990), o evento ocorre em uma área de 1.800 m², especialmente concebida para o Shopping Eldorado, na zona oeste da capital paulista.

A mostra, que entrou em cartaz na segunda-feira (22), reúne mais de 700 itens raros como letras originais, roupas, discos, além de muitas fotos e vídeos que contam a trajetória de um dos maiores músicos do Brasil.

Segundo os organizadores, a proposta é oferecer ao público uma experiência imersiva que percorre diferentes fases da trajetória do artista. Além disso, o evento traz um foco especial na década de 1980, período que marcou gerações e consolidou Cazuza como uma voz singular da cultura nacional.

Apresentada pelo Ministério da Cultura e Bradesco, com realização da Sorria!, coprodução da Hit Makers, empresa do Grupo 4ZERO4, Caselúdico e Viva Cazuza, a mostra celebra os 40 anos do álbum EXAGERADO, lançado em 1985.

A exposição foi aprovada por Lucinha Araujo, mãe e guardiã da memória de Cazuza e tem curadoria é assinada por Ramon Nunes Mello, responsável pelos livros Meu Lance é Poesia e Protegi Teu Nome por Amor.

Os ingressos custam entre R$ 40 e R$ 320 e estão sendo vendidos na plataforma FeverUp!, podendo ser adquiridos por meio deste link.

Cazuza Exagerado: inteligência artificial e tecnologia são destaque

Com recursos de inteligência artificial, ambientes cenográficos e tecnológicos recriaram lugares icônicos da história de Cazuza, como Circo Voador, Canecão e Pizzaria Guanabara.

A exposição chega a São Paulo com metragem ampliada, e com a presença do palco Cantos e Contos, que será dedicado à música, poesia ao vivo e conversas especiais. Entre os itens disponíveis estão roupas, documentos, manuscritos de letras e poemas, desenhos, registros em áudio e vídeo e objetos pessoais do músico.

Além disso, a exposição ainda destaca a relação de Cazuza com a cidade, como o primeiro show da turnê Ideologia, realizado no Aeroanta em 1988; a apresentação do Barão Vermelho no Radar Tantã, quando os músicos da banda foram presos e virou matéria de capa de jornal que Cazuza pediu para a mãe emoldurar; além de memórias do período em que o artista viveu parte de seu tratamento na metrópole.

Detalhes sobre as 11 salas da exposição

Exposição foi aprovada pela mãe do artista, Lucinha Araujo (Divulgação/Cazuza Exagerado)

As onze salas da exposição foram concebidas para criar uma narrativa visual e sonora da vida de Cazuza.

  • Na Sala 1 — Agenor Caju, o visitante tem contato com o ambiente familiar, os primeiros anos escolares e os encontros iniciais com o teatro e o circo — experiências que moldaram a personalidade inquieta do artista desde cedo.
  • A Sala 2 — Maior Abandonado mergulha nos anos iniciais da trajetória musical, destacando sua atuação como vocalista do Barão Vermelho.
  • A fase solo da carreira é abordada na Sala 3 — Eu Sou Manchete Popular / Álbuns Solo, por meio de uma cenografia interativa que exibe críticas, matérias e imagens raras preservadas ao longo das décadas.
  • A Sala 4 — Viva o Chacrinha, Viva o Palhaço recria o clima de suas participações no programa do Velho Guerreiro, com luzes e elementos cênicos, incluindo projeções que aproximam o artista e o apresentador do público.
  • A Sala 5 — Cazuza por Toda Parte mostra um ambiente audiovisual que sincroniza trilhas e imagens animadas por inteligência artificial em painéis e monitores. O efeito é o de um fluxo contínuo de memórias, com os principais registros fotográficos de sua trajetória.
  • Os últimos anos de vida também são abordados na Sala 6 — Caravana do Delírio, que recria a veraneio preta com a qual Cazuza cruzava o Rio de Janeiro ao lado dos amigos, no período em que já estava doente.
  • As Salas 7/8 — Camarim e o Canecão / O Tempo Não Para reconstroem o camarim e o palco do último show no Canecão e propõem uma imersão no repertório do disco ao vivo que marcou sua maturidade artística.
  • Na Sala 9 – Poesia, o poema Cineac Trianon é declamado por artistas que interpretaram Cazuza no cinema e no teatro.
  • No trecho final do percurso, a Sala 10 — Na Mídia, na Novidade Média, traz vitrines de filmes em que teve participações e fachadas da vida cultural que eram frequentadas por Cazuza — como a Galeria Alaska e a Pizzaria Guanabara.
  • Fechando a experiência, a última sala da exposição, a Sala 11 — Eu Ando Muito Bem Acompanhado simula o salão da Pizzaria Guanabara, onde o público escolhe personagens reais da vida de Cazuza com depoimentos em vídeo de Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Frejat, Bebel Gilberto, Fernanda Montenegro, Pedro Bial e Sandra de Sá.

A exposição também conta com uma loja oficial com produtos inspirados na obra e na imagem do artista, incluindo vinis, camisetas, azulejos decorativos, pins e outros itens exclusivos.

Serviço
Exposição – Cazuza Exagerado
Local: Shopping Eldorado
Endereço: Av. Rebouças, 3970, Pinheiros, São Paulo
Classificação Etária: 14 anos. Menores acompanhados por um responsável
Horário:Segunda a sábado: 10h às 21h15 (última sessão); Domingo: 14h às 19h15 (última sessão):
Horário especial de fim de ano: 24/12 — 10h às 16h15 (última sessão)31/12 — 10h às 15h15 (última sessão)Dias 25/12 e 01/01 — fechadoVendas: cazuzaexposicao.com.br
Ingressos: entre R$ 40 e R$ 320, na plataforma FeverUp.
Observações: Clientes dos cartões de crédito Bradesco, Bradescard, Next e Digio têm 20% de desconto na compra realizada online ou na bilheteria física no Shopping Eldorado, limitado a 4 ingressos por CPF.

*com informações da Rádio Alpha FM e do portal Valor Econômico.

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