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​Caso Viva Mais Barueri: famílias prejudicadas por prédio que cedeu e apresentou rachaduras receberão auxílio

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Moradores foram realocados no hotel Lummina Alphaville, na Vila Nilva (Divulgação/Arquivo Pessoal)

Na segunda-feira (3), foi dado início às investigações que irão apurar o caso da torre 06 do Condomínio Viva Mais, localizado na avenida Henrique Gonçalves Baptista, Jardim Belval, em Barueri. No último dia 23 de abril, o prédio cedeu e apresentou grandes rachaduras nas paredes e no chão do empreendimento. Após o incidente, a torre residencial foi evacuada e cerca de 350 pessoas foram realocadas no hotel Lummina Alphaville, localizado em Barueri.

“O hotel foi generosíssimo conosco. Eles não são pet friendly e mesmo assim aceitaram receber animais de estimação. Estão segurando uma barra grande lá com todas as famílias”, afirma à reportagem Juliana Moreira, síndica do condomínio e responsável pela empresa Sindicompany.

Segundo o portal de notícias G1, o prédio é novo, foi entregue há três anos. Em 2018, o problema das rachaduras foi relatado em um laudo assinado por um engenheiro. Os moradores também fizeram um boletim de ocorrência online sobre as rachaduras, mas nada foi feito. A Itaquati Empreendimentos Imobiliários divulgou por meio de nota que “foi constatada uma movimentação excepcional ao longo da junta de dilatação da Torre 6. O mesmo ocorreu em um trecho do estacionamento, que é uma estrutura à parte, sem interface direta com a estrutura da torre em questão. Não foram constatadas rachaduras nos apartamentos e/ou pilares que pudessem indicar risco estrutural. Ou seja, entendemos não haver indícios de riscos iminentes à segurança das pessoas nem da edificação”.

À reportagem, a construtora Altana informou que realizou na última semana, o diagnóstico dos eventos ocorridos na Torre seis. A ação consistiu na vistoria técnica do local com profissionais especializados das estruturas, fundações e solos, junto à Defesa Civil do município para entendimento inicial da situação.

Problemas com as rachaduras foram relatados em 2018 (Reprodução/TV Globo)

“Nesta etapa, com trabalhos de campo de sondagem de solos, levantamento topográfico e demais estudos que se fizerem necessários, coordenados pela Program Engenharia, empresa de sólida reputação, com 31 de anos de atuação, visando ao diagnóstico completo e definitivo da situação, de acordo com o Plano de Investigação da torre seis, apresentado nesta data à administração do Condomínio, e demais partes interessadas no processo”, informou a empresa por meio de nota.

A construtora também explicou que a próxima etapa será identificar as causas das rachaduras e o diagnóstico do empreendimento. A partir desta situação, serão tomadas medidas de reformas para a correção dos problemas.

Auxílio moradia
Neste período em que as famílias da torre seis estão em um hotel, a síndica também explicou que as empresas pagaram R$ 75 mil, na quarta-feira (5), referente aos primeiros dias de hospedagem. Além disso, a gestora afirmou que as famílias e as construtoras Altana e Itaquaqui fizeram um acordo para que cada família receba uma espécie de ajuda de custo. 

Ao Giro S/A, a síndica explicou que cada proprietário receberá um auxílio-mudança de R$ 800, bem como auxílio-moradia de R$ 2 mil por três meses.

O benefício será pago a partir de 10 de maio, quando as famílias sairão do hotel em busca de uma nova residência. Até o momento, a gestora do empreendimento explicou que o prédio segue interditado e todos os procedimentos estão sendo acompanhados também pela Prefeitura de Barueri e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP). 

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