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Barueri atende mais de 500 mulheres que sofrem violência doméstica

Denúncias decaíram por conta da pandemia do coronavírus
Em Cotia, neste primeiro semestre de 2020, foram atendidas 100 mulheres que sofreram algum tipo de violência doméstica. Confira mais detalhes em nosso site (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

No início de junho, o Governo Federal lançou a campanha “Sinal Vermelho Contra Violência Doméstica”. Com foco em ajudar mulheres que sofrem com abusos neste momento de pandemia, as cidades de Osasco, Barueri e Cotia também fizeram parte da campanha social. 

“A violência doméstica acontece protegida pelas paredes do lar e é um delito extremamente subnotificado. A mulher, vítima em 92% dos casos de violência doméstica, precisa ser encorajada a pedir ajuda e quanto mais fácil for o acesso ao acolhimento, melhor. A campanha Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica é uma iniciativa do Poder Judiciário em todo o território nacional. Não podemos nos omitir neste momento”, diz a tenente coronel Eunice Rosa Godinho, comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, sediado em Osasco.

Ao Giro S/A, as prefeituras explicaram que tabulações com os dados sobre os atendimentos são feitas pela Delegacia da Mulher, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal, o que faz com que os municípios não tenham um controle absoluto no número de casos. Tal situação fica a cargo da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Confira abaixo quais as principais iniciativas realizadas e dados sobre o tema em cada cidade.

Osasco

Em Osasco, a Secretária de Saúde, em parceria com a Guarda Civil Municipal (GCM), lançou no último dia 24 a campanha “Escuta Solidária”. Na ação, carros de som circulando pela cidade tem o objetivo de conscientização feminina em relação à violência doméstica.

A tenente coronel e outras agentes do 14º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano realizaram uma campanha em suas redes sociais com o objetivo de reforçar a importância e como ela salva vidas. O vídeo da campanha foi filmado no estacionamento do Super Shopping Osasco e destaca a gravidade da violência contra as mulheres.

Ao Giro S/A, a prefeitura de Osasco explicou que os casos de violência doméstica são atendidos tanto pela Polícia Militar quanto pela Guarda Civil. De março a junho, a GCM atendeu 23 casos.

Barueri

Em Barueri, a Secretaria da Mulher realizou diversas ações em suas redes sociais para conscientizar sobre a gravidade da violência contra a mulher, e formas para combate-la.

Ao Giro S/A, a Secretaria também informou que em 2019 foram atendidas 1.130 pessoas pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, sendo 606 novas e 524 em acompanhamento.

O maior tipo de violência sofrida foi a física, seguida da psicológica e da sexual. E o principal agressor foi o marido, seguido do companheiro e do ex-companheiro.

Neste primeiro semestre de 2020, foram atendidas 523 pessoas pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência da Secretaria da Mulher de Barueri, sendo 181 novas e 342 em acompanhamento.

Cotia

Em Cotia, a GCM mantém em parceria com o Ministério Público e com o Tribunal de Justiça o Projeto Guardião Maria da Penha.

Segundo a prefeitura, foi possível criar o “Anexo de Violência Doméstica” no Fórum da cidade, para tratar dos processos de violência doméstica, que ganham uma rápida análise, liberação de medidas protetivas, entre outros.

A medida conta com GCMs especializados, treinados e destacados para o atendimento das ocorrências relacionadas à violência doméstica.

Para que a mulher possa ser atendida pelo projeto deve registrar um boletim de ocorrência na delegacia. Dependendo do grau de necessidade, a autoridade policial pode solicitar a medida protetiva. Caso essa concorde, ela poderá ser acompanhada pelo Projeto Guardiã Maria da Penha.

“O projeto oferece à mulher atendida o serviço do ‘botão do pânico’. Este botão é um aplicativo instalado no celular da vítima e quando ela se sente ameaçada, em risco eminente, ela aciona a Guarda Civil de Cotia e a viatura mais próxima vai até a localização da mulher”, explica a prefeitura.

De acordo com a ´prefeitura, o projeto já atendeu mais de 100 mulheres. O acompanhamento é feito por meio de visitas, ligações telefônicas e atendimento de chamados das vítimas, através do telefone e do botão do pânico.

Estado

De acordo com dados da SSP, em junho, no Estado de SP, foram registrados mais de 3.704 boletins de ocorrências em relação à violência doméstica. Já os números de feminicídios somam o total de oito, além de 21 homícidios dolosos, quando há intenção de matar.