Ex-prefeito Gregório Maglio pretende ingressar com recurso na Câmara (Divulgação/Reprodução Redes Sociais)
Os vereadores de Pirapora do Bom Jesus decidiram, durante sessão extraordinária realizada na quinta-feira (30), seguir o parecer técnico do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e rejeitar as contas do ex-prefeito, Gregório Maglio (PSD), referentes ao exercício de 2019. Um dos apontamentos levantado pelo TCE foi a não aplicação dos 25% do orçamento, estabelecido por lei, na Educação.
Para não ter as contas rejeitadas, o ex-prefeito precisava do apoio de seis vereadores, porém, só conseguiu a adesão de cinco parlamentares: Dito da Gema (PL), Mauro Lúcio (PSL), Katherine Silva (PSD), Cidinho (PT) e Rodrigo Brito (Cidadania) votaram para derrubar o parecer do TCE e aprovar as contas de Gregório. Já os demais vereadores: Elias de Araújo(PTB), Helton Bananinha (PSDB), Roge Baudichon (PSDB) e o presidente da Câmara, William Freitas (PSD), seguiram o parecer do TCE que recomendava a rejeição.
“Nas últimas contas, votei favorável porque o Tribunal tinha alertado para corrigir os déficits e os encargos previdenciários e optei por dar uma chance para a correção. Mas agora vem outra com o Tribunal apontando que continuou a mesma coisa”, disse o presidente ao votar favorável ao parecer do Tribunal de Contas.
Em entrevista ao GIRO, o ex-prefeito ressaltou que ficou surpreso com o resultado da votação, pois apresentou todos os argumentos necessários em sua defesa aos questionamentos levantados pelo TCE. Afirmou também que o regimento do Poder Legislativo permite que ele ingresse com um recurso, dentro da própria Câmara, para tentar reverter a situação.
“Recebi a votação com grande surpresa. Agora, aguardo a publicação do decreto para ter a certeza de que todo rito do processo foi seguido e, assim possivelmente ingressar com recurso na Câmara”, explicou ex-prefeito. Segundo Gregório, o processo andou muito rápido. “Preciso me inteirar de todo processo para saber quais medidas vou adotar. Esse parecer chegou à Câmara há 15 dias, então, precisamos saber se tudo correu dentro do rito”, completou Gregório Maglio.
Caso o recurso seja concedido, o ex-prefeito poderá apresentar nova defesa e documentos que comprovem que não houve irregularidades nas contas de 2019. Se, por ventura, a decisão de rejeitar as contas for mantida, Gregório pode ficar inelegível pelo prazo de oito anos.







